quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Velhos Demais Para As Empresas, Jovens Demais Para A Previdência


Conforme o tempo vai passando, as leis mudam e as pessoas precisam trabalhar por cada vez mais tempo para poderem se aposentar. No entanto, dependendo da faixa etária, certos trabalhadores são considerados velhos demais por grande parte das empresas, ao mesmo tempo em que ainda estão longe da aposentadoria. 

Uma pesquisa realizada no meio do ano passado, pelas companhias Robert Half e Labora, que atuam na área de recrutamento e inovação, mostra que cerca de 70% das empresas contrataram muito pouco ou nenhum profissional com mais de 50 anos. Na prática, isso representa 5% das novas contratações.

Feito com mais 258 empresas, o estudo aponta ainda que cerca de 80% dessas organizações ainda não "estabeleceram métricas para avaliar o sucesso de suas iniciativas de inclusão da diversidade geracional".

O desemprego nessa idade chama ainda mais atenção, segundo os últimos números divulgados pela empresa IDados, consultoria especializada em análise de dados e soluções para aumentar o impacto e produtividade de empresas, organizações públicas e do terceiro setor.

O envelhecimento da força de trabalho no país é um desafio que o Brasil terá que enfrentar. Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo Ernst & Young e Maturi, revelou que, de 2012 a 2019, a parcela da população com mais de 50 anos saiu de 23% para 28%. Estimativas indicam que até 2040 seis em cada dez trabalhadores brasileiros terão mais de 45 anos de idade. Os números do IBGE mostram que, em 17 milhões de famílias brasileiras, o sustento econômico fica por conta de pessoas com mais de 60 anos.

Cerca de 69% das pessoas acima dos 50 anos sentem que já perderam alguma oportunidade só por conta da idade delas, segundo levantamento da Catho.

Em resumo, o governo amplia o tempo de contribuição para a aposentadoria, mas não cria um programa que facilite a contratação dos trabalhadores que já atingiram a faixa etária que as empresas desprezam. 

Fonte:

https://tematica21.blogspot.com/2024/10/velhos-demais-para-as-empresas-jovens.html

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Grandes Cantoras dos Anos 2000 (Lista Internacional)


Katy Perry está entre os artistas da música com maior sucesso em todos os tempos, tendo vendido mais de 143 milhões de discos em todo o mundo. Todos os seus álbuns de estúdio lançados pela Capitol ultrapassaram individualmente um bilhão de reproduções no Spotify, totalizando seis bilhões de reproduções. Ela alcançou a fama com One of the Boys (2008), um disco de pop rock contendo seu single de estreia "I Kissed a Girl" e o single seguinte "Hot n Cold", mas isso era só o começo de uma carreira recheada de hits.


Rihanna se destacou na indústria musical após o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, Music of the Sun em 2005, seguido pelo segundo álbum A Girl like Me (2006); ambos foram influenciados por ritmos caribenhos, mas seu maior reconhecimento comercial veio após o lançamento do terceiro álbum de estúdio, Good Girl Gone Bad (2007), que incorporou elementos do dance-pop e a catapultou para um estrelato maior, estabelecendo-a como um ícone pop e uma figura de destaque na indústria do entretenimento musical.


Pink teve o álbum de estreia - Can't Take Me Home (2000) - influenciado pelo R&B. Seu trabalho foi certificado com disco de platina duplo nos Estados Unidos e teve duas músicas entre os dez primeiros da Billboard Hot 100: "There You Go" e "Most Girls". Ela ganhou mais reconhecimento com o single colaborativo "Lady Marmalade" da trilha sonora do filme Moulin Rouge!, que liderou muitas paradas em todo o mundo. Reorientando seu som para o pop rock com seu segundo álbum de estúdio Missundaztood (2001), vendeu mais de 13 milhões de cópias em todo o mundo rendendo os sucessos internacionais "Get the Party Started", "Don't Let Me Get Me" e " Just Like A Pill". Na mesma década ela lançou ainda seus álbuns I'm Not Dead (2006) e Funhouse (2008), que a manteram  nas paradas de sucesso da época.


Amy Whinehouse estreiou no cenário musical em 2003, com o álbum Frank, que, embora elogiado pelos críticos musicais, não obteve, inicialmente, boas vendagens. Mas em 2006, com o lançamento do seu segundo álbum de estúdio, Back to Black, ela ganhou proeminência como artista. Com esse trabalho obteve a aclamação dos críticos e, impulsionada pelo êxito de "Rehab", a canção-assinatura de Winehouse, atingiu recordes de vendas em territórios britânico e americano. O disco foi o mais vendido do mundo em 2007, com seis milhões de cópias comercializadas, e, ao vencer cinco troféus durante a 50ª edição dos Grammy Awards, em 2008, consagrou a cantora como, até então, a britânica mais premiada em apenas uma edição da supracitada premiação.


Norah Jones teve sua carreira impulsionada em 2002 com seu álbum de estreia Come Away With Me, um álbum de jazz com toque de soul/folk, que obteve grande êxito vendendo vinte e três milhões de cópias mundialmente. A artista alcançou oito premiações no Grammy de 2003. Seu álbum Feels Like Home lançado em 9 de Fevereiro de 2004, foi mais influenciado pela música country ao invés de repetir o estilo suave de Come Away With Me. Com uma semana de lançamento, Feels Like Home havia vendido um milhão de cópias. No mesmo ano, a revista TIME listou Jones entre as "pessoas mais influentes de 2004". Ela recebeu três prêmios nos Grammy de 2005, dois na categoria Disco do Ano pela sua colaboração com Ray Charles na música Here We Go Again. Em 2007 Norah lançou o álbum Not Too Late com destaques para "Sinkin' Soon” e "Thinking About You".


Nelly Furtado teve sua estreia na indústria musical em 2000 com um dos seus mais bem conceituados álbuns, Whoa, Nelly!. O trabalho trouxe inovadora tendência pop/folk com arranjos orgânicos e forte influência do barroco e bossa nova. Em 2003, Furtado lançou Folklore, que produziu três singles internacionais: "Powerless (Say What You Want)", "Try" e "Força". Em 2006, lançou Loose, um sucesso comercial, com mais de 10 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, tornando-se, assim, o álbum mais vendido entre 2006 e 2007 e o 22º na década de 2000. Dois dos seus singles, "Promiscuous" e "Say It Right", chegaram ao topo da parada americana Billboard Hot 100. Ainda durante a fase de promoção de Loose, "Give It to Me" chega também ao topo. Em 2009, lançou o seu primeiro álbum em espanhol, Mi Plan, recebendo o Latin Grammy pelo melhor álbum Vocal Pop Feminino.


Lady Gaga alcançou fama após o lançamento do seu álbum de estreia intitulado The Fame, em 2008. O disco foi um sucesso a nível crítico e comercial, tendo atingido o número um no Reino Unido, Canadá, Áustria, Alemanha e Irlanda, enquanto nos Estados Unidos alcançou a posição máxima de número dois na Billboard 200. As canções "Just Dance" e "Poker Face", coescritas e produzidas por RedOne, tornaram-se sucessos internacionais. O álbum, mais tarde, conseguiu um total de sete indicações e dois prêmios nos Grammy Awards. Em 2009 ela lançou o extended play (EP) The Fame Monster, com grande êxito para "Bad Romance", "Telephone" e "Alejandro. The Fame Monster vendeu 10 milhões de cópias mundialmente e foi o álbum mais vendido de 2010.


Antes da fama Avril Lavigne se apresentava em corais de igreja e concursos de talentos. Suas experiências musicais incluem uma apresentação com Shania Twain, até assinar com a Arista Records, que lançou o seu álbum de estreia, Let Go, em 2002. Apoiado pelos singles "Complicated", "Sk8er Boi" e "I'm with You", Let Go atingiu grande êxito comercial e foi no mundo o segundo disco mais vendido naquele ano. Os álbuns Under My Skin (2004) e The Best Damn Thing (2007) deram continuidade ao seu sucesso internacional, sendo que o último gerou a canção com maior número de vendas digitais em 2007, "Girlfriend".


Joss Stone, cantora e compositora inglesa de soul e R&B vendeu mais de 14 milhões de álbuns em todo o mundo, em especial de seus três primeiros trabalhos; The Soul Sessions (2003), Mind, Body & Soul (2004), e Introducing Joss Stone (2007). Nos Estados Unidos, o trio rendeu 2.722.000 cópias, um disco de platina e dois discos de ouro, enquanto no Reino Unido os dois primeiros superaram 2 milhões de cópias e fizeram de Stone a cantora mais jovem a liderar a parada de discos. No Brasil os três álbuns venderam 152 mil cópias.


O álbum de estreia de Taylor Swift, autointitulado de 2006, foi o que permaneceu mais tempo na parada da Billboard nos anos 2000. Seu terceiro single, "Our Song", fez dela a cantora e compositora mais jovem a alcançar o número um na Billboard Hot Country Songs. O segundo álbum de estúdio de Swift, Fearless (2008), ganhou quatro prêmios Grammy e produziu os single "Love Story" e "You Belong with Me". Tornou-se o álbum mais vendido de 2009 nos Estados Unidos e foi certificado com disco de platina pela RIAA. Seu sucesso estava apenas começando.

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sexta-feira, 19 de abril de 2024

A População Indígena Atual

Foto: Mídia Ninja

Considerando a população de cada país, aqueles que apresentam maior parcela de população indígena no mundo são Samoa, Groenlândia e Polinésia Francesa. Em todos eles, a população indígena representa 80% do total da população local ou mais.

Comparado com outros países da América Latina, o Brasil possui maior número de comunidades indígenas. São 305 ao todo, seguido pela Colômbia, com 102; o Peru, 85; México, 78; e Bolívia, com 39. Muitas dessas tribos correm perigo de desaparecimento físico ou cultural, alerta a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). Neste caso, 70 são brasileiras, 35 colombianas e 13 bolivianas.

Mesmo tendo o Brasil o maior número de tribos, o México tem a maior população indígena: 17 milhões. O Peru vem em seguida, com 7 milhões. O Brasil tem 900 mil indígenas. Do ponto de vista proporcional, portanto o país com maior porcentual de índios, está a Bolívia, com 62,2% e depois a Guatemala, com 41% da população local.

A população indígena do país chegou a 1.693.535 pessoas em 2022, o que representa 0,83% do total de habitantes. Um pouco mais da metade (51,2%) estava concentrada na Amazônia Legal. Em 2010, quando foi realizado o Censo anterior, foram contados 896.917 indígenas no país. Isso equivale a um aumento de 88,82% em 12 anos, período em que esse contingente quase dobrou. O crescimento do total da população nesse mesmo período foi de 6,5%. 

Grande parte dos indígenas do país (44,48%) está concentrada no Norte. São 753.357 indígenas vivendo na região. Em seguida, com o segundo maior número, está o Nordeste, com 528,8 mil, concentrando 31,22% do total do país. Juntas, as duas regiões respondem por 75,71% desse total. As demais têm a seguinte distribuição: Centro-Oeste (11,80% ou 199.912 pessoas indígenas), Sudeste (7,28% ou 123.369) e Sul (5,20% ou 88.097). 

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