domingo, 12 de janeiro de 2025

As Mais Belas Flores


Existem muitas listas de mais belas flores do mundo pela internet, mas para tal afirmação é preciso que se conheça todas as flores existentes, algo que parece bem difícil. Nessas listas, há muitas diferenças entre os tipos escolhidos, mostrando que os gostos são variados. Então resolvemos fazer a nossa lista, não das mais belas do mundo, mas, de algumas entre as mais belas que conhecemos.

O lírio-rosa é uma flor que simboliza delicadeza, admiração, feminilidade, carinho e afeto. É muito utilizado como presente para amigos e familiares.


A aechmea nudicaulis é uma espécie de bromélia do gênero Aechmea, que é frequentemente utilizada como planta ornamental. Esta espécie é nativa da América Central, Índias Ocidentais, centro e sul do México e norte e centro da América do Sul.


O algodão-de-preá origina-se da América Central e do Sul, mas se espalhou para outras regiões do mundo, como os Estados Unidos, África, Ásia e Pacífico.


A caliandra é uma planta originária do Cerrado brasileiro, que cresce em arbustos lenhosos de até 4 metros. Suas flores aparecem na primavera e no verão e suas folhas são perenes.


Camélias são arbustos ou árvores de porte médio, com folhas coriáceas, escuras, lustrosas, com bordas serrilhadas ou denteadas. Apresentam flores vistosas, brancas, vermelhas, rosadas, matizadas, ou raramente amarelas, algumas tão grandes quanto a palma da mão de uma pessoa adulta, outras tão pequenas quanto uma moeda.


A cravina (Dianthus chinensis) é uma planta extremamente delicada, que produz inflorescências nas cores rosa, roxa, vermelha e branca.


A dombeya, conhecida também como flor-de-abelha ou hortênsia-tropical, é um arbusto que se destaca por sua rara beleza. Nativa da África, a planta apresenta ramos pubescentes e pode alcançar até cinco metros de altura. 


A flor-de-abril, também conhecida como maçã-de-elefante, é uma árvore originária da Índia, na Ásia Tropical, que se caracteriza por suas flores brancas ou amarelas, aromáticas e exuberantes.


No oriente, a flor de lótus significa pureza espiritual. O lótus (padma), também conhecido como lótus-egípcio, lótus-sagrado ou lótus-da-índia, é uma planta aquática que floresce sobre a água.


A gazânia, também conhecida como "Tesouro do Sol", é uma flor vibrante e resistente que ilumina qualquer jardim. Originária da África do Sul, ela traz cores quentes e alegres para o seu espaço verde, florescendo durante todo o verão e até o outono.


A hortênsia é uma planta rústica e se adapta a diferentes tipos de solos. Muito utilizada como planta ornamental, ela ganha destaque devido aos cachos que possui.


Conhecida popularmente como ixora ou alfinete, essa espécie é um arbusto muito apreciado nas regiões de clima quente. Seu aspecto é compacto e suas folhas têm uma textura de couro.


Planta muito rústica e ornamental, a moreia tornou-se muito popular nos últimos anos em função da sua facilidade de cultivo e baixa manutenção. Vistosa, sua folhagem é bastante resistente.


Onze-horas é uma planta da família Portulacaceae, nativa da América do Sul, ocorrendo desde o sudeste brasileiro até o Uruguai e a Argentina. Também pode ser encontrada no sul do continente asiático.


Neomarica candida, popularmente conhecida como Íris-da-praia, é uma das 110 espécies de planta do gênero Neomarica, da família das Iridáceas. Ocorre em regiões litorâneas de restinga de Mata Atlântica.


A família das oxalis abrange diversos representantes conhecidos pelos brasileiros por muitos nomes populares como: azedinha, trevinho, trevo, trevo-azedo e muitos outros. 


As rosas variam em cor do branco ao amarelo, do rosa ao carmesim escuro. Elas crescem em arbustos trepadeiras ou rasteiros, cujos caules são notavelmente armados com espinhos em vários formatos e tamanhos.


A tradescantia virginiana é uma planta muito cultivada para fins ornamentais, embora também possa ser encontrada crescendo autonomamente ao longo de estradas e ferrovias.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

As Belezas Do Parque Da Guarita


O Parque da Guarita teve seu nome alterado em 2003 para Parque Estadual José Lutzenberger conforme Lei Estadual 11.884, em homenagem ao engenheiro agrônomo e ambientalista José Lutzenberger (1926-2002), por ter sido um dos maiores incentivadores da criação do parque e inclusive colaborado na concepção e execução do mesmo.


Principal atrativo turístico do município de Torres (RS), o local é procurado por milhares de turistas, atraídos pelo sua paisagem singular, formada pelo contraste das torres basálticas com o mar, além do contato com a natureza e importante geossítio do projeto Geoparque Cânions do Sul. A praia é propícia à prática de surfe.


O nome da cidade de Torres se dá devido às formações rochosas existentes na faixa de praia – Torres Norte, do Meio e Sul, além da pequena Torre da Guarita. Essas formações têm origem nos eventos vulcânicos (basalto) ocorridos na época da separação dos continentes Africano e Americano.


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A pedra da Guarita tem sua base formada por arenito (Arenito Botucatu) e, seu ápice, por basalto. O derramamento de basalto que originou a formação da pedra da Guarita e das outras torres é o mesmo que formou a Serra Geral.



O parque é um sítio geológico, ou seja, um lugar de particular interesse para o estudo da geologia, com um cenário de relevância geológica internacional. Por isso, Torres faz parte do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul, região composta por outros seis municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, como um geoparque mundial da UNESCO.


O horário de atendimento na baixa temporada é diariamente das 8h30 às 17h30 e na alta temporada é das 7h às 19h.


Pedestres não pagam e veículos emplacados no Município de Torres são isentos de cobrança.

Para informações sobre valores, consulte o site https://torres.rs.gov.br/vivatorres/parque-da-guarita/

Fonte:

https://torres.rs.gov.br/vivatorres/parque-da-guarita/

domingo, 5 de janeiro de 2025

O Sono Dos Pássaros Em Lugares Onde Não Anoitece


O sono é essencial para a saúde e qualidade de vida, porém, certos animais dormem de modo curioso. Para os pássaros, por exemplo, a forma mais comum de dormir é em pé, usando suas garras para ficar firmes em algum galho, normalmente em locais mais altos.

Algumas espécies apoiam somente uma pata no galho, aproximando a outra do corpo mantendo-os aquecidos.

Por se sentirem constantemente ameaçadas por predadores, alguns desenvolveram uma técnica para se manter em alerta, dormindo com um olho aberto e outro fechado, ficando em estado de sonolência. Ao mesmo tempo que descansam, eles estão preparados para fugir.

Muitos pássaros dormem com a cabeça escondida embaixo de uma das asas, como alguns fazem na gaiola, pois assim se sentem seguros e sem constantes ameaças de predadores.

Certas espécies migratórias, que passam dias voando, dormem parcialmente em pleno ar, com apenas um olho fechado. Eles entram em estado de sonolência para descansar, ao mesmo tempo, em que não precisam interromper o voo.

Há também aqueles que têm os pés firmemente fixados ao galho ou fio, flexionando os joelhos e ficando levemente agachadas. Enquanto as pernas estão flexionadas, os músculos dessa região ficam travados. Assim, o passarinho não consegue abrir e relaxar os dedos, portanto, não cai.

Somente quando a perna estiver esticada, ou seja, o passarinho estiver de pé, os músculos da perna permitem mexer os dedos. Assim, o passarinho dorme tranquilamente sem se preocupar em cair.

O sono das aves é comandado pela luminosidade, então, logo que o dia está clareando, a maioria das espécies desperta. Quando está anoitecendo, elas se recolhem para descansar.

Embora a maioria das espécies acompanhe essa rotina, os passarinhos de hábitos noturnos fazem o inverso. Isso porque eles são ativos durante a noite e precisam repousar durante o dia.

Mesmo ficando menos ativo durante a noite, isso não quer dizer que o passarinho dorme a noite toda. Há pássaros que dormem cerca de 40 minutos por dia, como as aves migratórias.

Entretanto, algumas espécies domésticas podem dormir até 12 horas por dia, mesmo que seja em intervalos intercalados. Elas não necessariamente dormem todas essas horas seguidas.

Além disso, a hora que o passarinho dorme e a duração da soneca também variam conforme a estação do ano. No verão, por ter mais incidência da luz solar, as aves dormem menos do que no inverno.

As horas de sono do passarinho em relação à estação do ano também estão ligadas ao controle da temperatura corporal. No frio, a posição de agachar, recolher a cabeça embaixo da asa ou aproximar uma das patas ao corpo são maneiras de se manter aquecido.

Nos últimos tempos, pesquisadores observaram que, com o crescimento das cidades, os hábitos dos passarinhos também mudaram. Com a urbanização e o consequente aumento dos barulhos de automóveis, máquinas e pessoas circulando, as aves estão acordando cada vez mais cedo.

Há lugares onde o sol não se põe por meses. Nessas condições, certas espécies dormem entre 21 horas e meia-noite, por esse período ser frequentemente mais frio e um pouco menos iluminado.

Para animais em latitudes mais baixas, a liberação de melatonina é desencadeada pelo início da escuridão.

No Ártico, os níveis hormonais podem ter aumentado devido à intensidade reduzida da luz neste período. Temperaturas mais baixas à noite inibem insetos, o principal alimento para muitos pássaros. Por isso, faz sentido para as aves dormirem nesse momento, mesmo que ainda esteja claro.

Referências:

https://www.petz.com.br/blog/especies/aves/passarinho-dorme/
https://thewire.in/science/circadian-rhythm-arctic-warbler-bunting-reindeer-superchiasmatic-nucleus

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Quando Foi Implantado O Calendário Que Usamos?


O calendário que utilizamos hoje teve o uso autorizado pelo Papa Gregório XIII (1502-1585), que assinou um documento determinando uma reforma na maneira de contar o tempo. Surgia aí o calendário gregoriano. 

Para aquele ano, ficava determinado um ajuste nas datas — o dia seguinte ao 4 de outubro, quinta-feira, não seria a sexta-feira, 5 de outubro, mas, sim, a sexta-feira, 15 de outubro de 1582. O motivo da mudança se deu pelo fato de que há séculos estudiosos vinham alertando que o calendário vigente estava obsoleto — com o passar do tempo, cada vez menos a contagem dos dias correspondia aos fatos do calendário solar, dos equinócios e às próprias estações do ano.

Juliano era o calendário utilizado até então, um legado da Roma antiga, praticado desde cerca do ano de 45 a.C.. O mesmo já havia passado por alguns ajustes para tentar corrigir desvios ou para render homenagens a imperadores romanos que passaram a emprestar seus nomes a alguns meses.

A solução adotada por Gregório XIII foi sofisticada por dois motivos: ela remediava o estrago já feito, ao "pular" dez dias e, assim, ajustar novamente a contagem humana de forma correspondente à natural; e prevenia novos desarranjos, ao melhorar a regra, já adotada, do ano bissexto. O ano bissexto, ou seja, esse acréscimo de um dia a mais no calendário de tempos em tempos, foi criado juntamente com o calendário juliano.

Já se tinha percebido, portanto, que o ano não tinha exatamente 365 dias, mas um pouquinho a mais. Se colocado esse dia a mais de vez em quando, pronto, o ajuste ficava feito. Mas era muito impreciso o conhecimento astronômico da época. Assim, o tal dia acrescido já foi a cada três anos, depois a cada quatro.

Por motivos políticos e desencontros, houve épocas em que simplesmente essa mudança não ocorria. Dezesseis séculos depois, era de se imaginar como as coisas estavam desarranjadas. Mas, graças a uma comissão científica convocada pelo Papa Gregório, descobriu-se que, se a adoção de um dia ocorresse simplesmente a cada quatro anos, com o passar do tempo, a conta não iria fechar de novo.

O calendário gregoriano tem os mesmos dias que o calendário juliano, mas a contagem dos anos bissextos é diferente. Os anos bissextos acontecem a cada 4 anos nos dois calendários, mas enquanto no calendário juliano a cada 4 anos é sempre ano bissexto, no calendário gregoriano existe uma regra que diz que os anos bissextos acontecem a cada 4 anos, mas com a condição de que esse ano seja múltiplo de 4 e 400, mas não seja divisível de 100. Por esse motivo, atualmente os dois calendários estão com uma diferença de 13 dias. 

Referências:

https://www.calendarr.com/brasil/calendario-juliano/
https://www.terra.com.br/noticias/calendario-gregoriano-como-papa-gregorio-13-mudou-contagem-dos-dias-ha-440-anos,6c3e64fd0bb24bf8d03b2ec7c669acd73ubgzibs.html#google_vignette

domingo, 29 de dezembro de 2024

A Origem Dos Fogos De Artifício


A pirotecnia tem origem milenar: o conceito dos fogos de artifício é mais antigo que a própria descoberta da pólvora. 

No século II a.C., na China, era comum jogar pedaços de bambu-verde em fogueiras durante festividades. A planta tem bolsas de ar no interior do caule que se formam durante o crescimento, e quando jogada no fogo, essas bolsas incham e estouram, gerando um som de estalo. Os chineses acreditavam que esse barulho alto espantava maus espíritos – até hoje as comemorações de Ano-Novo por lá contam com fogos e estalinhos para afastar os espíritos e começar bem o ano.

A química ainda não existia como ciência na época, e a pólvora – principal componente do fogo de artifício – foi descoberta na China apenas no século IX, quando um alquimista chinês juntou, acidentalmente, salitre, enxofre e carvão e aqueceu a mistura (a pólvora tem uma composição típica de 75% de nitrato de potássio, 15% de carvão e 10% de enxofre). Os primeiros mestres pirotécnicos eram, na verdade, alquimistas que mantinham em segredo as suas receitas geradoras de fogos coloridos.

Aliás, a coloração que vemos durante a queima dos fogos é produzida a partir do uso de diferentes sais em reação ao calor liberado nas explosões da pólvora. O vermelho, por exemplo, é produzido utilizando-se sais de estrôncio ou de lítio. Já o laranja, em geral, é produzido a partir dos sais de cálcio, entre eles o cloreto de cálcio. Para o amarelo, é usado o cloreto de sódio, para o verde, o cloreto de bário e o azul vem do cloreto de cobre.

Parte desses sais é encontrada na natureza e obtidos diretamente pela extração ou mineração. Outros precisam ser produzidos e fornecidos pelas indústrias de cloro-álcalis utilizando-se diferentes metodologias, entre elas o processo conhecido como eletrólise, que consiste na passagem de corrente pela salmoura, solução de água e de sais.

Nem todos se alegram com a queima de fogos, especialmente pessoas do espectro autista e animais que possuem uma audição apurada, como os cães. Por conta disso, muitas cidades têm restringido esta prática. Mas isso não significa o fim do espetáculo. Há diversas opções de fogos que produzem apenas efeitos visuais, sem estampido ou com barulho de baixa intensidade. 

Além dos bem conhecidos problemas de segurança, a beleza dos fogos de artifício tem outro senão: a poluição. E há esforços no sentido de encontrar a fórmula adequada para um fogo de artifício mais amigo do ambiente. Assim, em alguns espetáculos, os foguetes são enviados para o ar graças a um sistema de gás compressor, o que evita a utilização da pólvora no momento do lançamento. Desta forma, diminui a libertação de gases poluentes como o NOx, CO e SOx. Também os percloratos utilizados como explosivos no interior das estrelas são identificados como prejudiciais à saúde humana e, por isso, os químicos têm procurado substituí-los.

Os compostos com elevada percentagem de nitrogênio, como os derivados do triazol e da tetrazina (FIGURA 3), ou de oxigênio, como a nitrocelulose, têm-se revelado muito eficazes nesta área, proporcionando quase sempre uma combustão completa, praticamente sem libertação de fumos – o que permite diminuir também a quantidade de sais e intensificadores de cor utilizados. Tudo para que seja possível admirar um espetáculo de fogo de artifício, livre de sentimentos de culpa!

Referências:

https://www.abiclor.com.br/fogos-de-artificio-o-espetaculo-dos-cloretos/
https://rce.casadasciencias.org/rceapp/art/2019/011/
https://super.abril.com.br/historia/os-primeiros-fogos-de-artificio-eram-bolsoes-de-ar-estourando-em-caules-de-bambu

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

A Normalização Das Doenças Mentais E A Falta De Amparo


É cada vez mais comum pessoas precisarem de algum tipo de medicamento para poder dormir algumas horas de sono, ou para tratar doenças como depressão, ansiedade e outros tipos de transtornos mentais. Um dos maiores problemas que portadores destas doenças enfrentam, além dos sintomas, é atualmente a normalização patológica. As pessoas já começaram a se acostumar com o fato do transtorno de ansiedade se tornar corriqueiro. Já estão normalizando a situação e minimizando o problema. Não importa se está todo mundo doente, mais ansioso ou sofrendo com algum transtorno. Não faz diferença quem sofre mais ou menos, pois a doença está sendo vista como algo normal e isso é muito perigoso.

Existe uma quantidade muito grande de pessoas que desenvolveram quadros de ansiedade e depressão. Além daquelas que já tiveram esse problema antes da pandemia e, mesmo com a situação controlada, voltaram a ter crises mais frequentes e intensas. Há estimativa de aumento de 25% dos casos em todo o mundo, fato direto que expõe o adoecimento populacional. E isso tem agravado, principalmente, na saúde mental de crianças e adolescentes.

O despreparo da sociedade e até mesmo de parte de alguns profissionais da saúde traz ainda mais sofrimento quando esses resolvem achar que estão ajudando dizendo frases como: "você é forte", "você é jovem", "você tem tudo", "tem gente em situação bem pior". 

A exigência social de que a pessoa esteja sempre em sua melhor forma transforma oscilações emocionais naturais, como a angústia e a ansiedade, em problemas que precisam ser erradicados. Porém, esses sentimentos só constituem transtornos mentais quando se tornam incapacitantes para a pessoa durante um longo período.

A pessoa saudável é incapaz de compreender a intensidade e permanência do sofrimento do outro, pois a depressão que ela diz ter experimentado não foi da mesma maneira e intensidade. A consequência da banalização dos transtornos mentais, nesses casos, é o afastamento. O doente perde cada vez mais esperança de ser compreendido e fica isolado.

Enquanto o menosprezo social atua sobre as doenças mentais, o sofrimento cresce. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal causa de incapacidade no mundo é a depressão, com uma estimativa de mais de 300 milhões de doentes. Além disso, cerca de 60 milhões de pessoas no mundo sofrem com transtorno afetivo bipolar. Já a esquizofrenia afeta em torno de 23 milhões de pessoas em todo o planeta.

O relatório também mostra que uma pessoa comete suicídio a cada quatro segundos no mundo. Isso corresponde a 800.000 mortes por ano. Os dados são referentes a 2016 e o número é superior aos óbitos por malária, câncer de mama, guerra ou homicídio e significa “um sério problema de saúde pública global”. O suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo, atrás apenas de acidentes de trânsito. Há evidência que sugere que, para cada pessoa que morre por suicídio, há estimativa de que outras 20 pessoas tentam cometê-lo.

Além de tudo, existe ainda por parte do portador de transtornos mentais, a dificuldade em se manter empregado e até mesmo de conseguir algum benefício. É o caso de C.E., profissional do norte de Santa Catarina, demitido após ter sofrido uma crise de pânico na empresa em que trabalhava. Ainda que tenha se aberto com seu chefe e dito que já estava iniciando um tratamento, o desligamento foi inevitável. 

Mesmo com o laudo médico e psicológico apontando as doenças que o impediam de trabalhar, ainda assim, por duas vezes os peritos negaram o auxílio-doença, ignorando completamente a opinião do psiquiatra e da psicóloga. Agora C.E. se encontra sem condições de trabalhar, tomando medicamentos caros e sem um amparo do governo. O mesmo alega que a situação tem se agravado bastante com a atual situação e que pensamentos como morte têm surgido como "solução" para os seus problemas.

Referências:

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/na-america-latina-brasil-e-o-pais-com-maior-prevalencia-de-depressao

https://lacosfaesa.com.br/2022/11/04/a-normalizacao-das-doencas-mentais/

domingo, 22 de dezembro de 2024

A Origem Das Luzes De Natal


A tradição das luzes de Natal começou modestamente, com velas servindo como fonte primária de iluminação. Essas velas eram inicialmente presas à árvore usando cera ou alfinetes. Essa tradição surgiu na Alemanha no século XVII e, ao longo dos dois séculos seguintes, tornou-se um hábito generalizado no país e, eventualmente, se espalhou para outros países da Europa Oriental, mesmo sendo uma prática perigosa que causava problemas, como incêndios. 

Visando uma maior segurança, anos mais tarde, as pessoas passaram a utilizar bolas de vidro para envolver velas e candeeiros. Mas foi em 1882 que Edward H. Johnson, amigo e sócio de Thomas Edison, construiu os primeiros fios de luzes de Natal.

À época, os vidros das lâmpadas tinham as cores vermelha, branca e azul. Sendo enroladas em volta da árvore de Edward que fez acontecer a primeira decoração de iluminação elétrica, o que nos anos seguintes tornou-se tradição!

Em 1895, chamando a atenção de todos, o presidente americano Grover Cleveland, iluminou com luzes elétricas a árvore natalina da residência oficial. Anos mais tarde foi a vez de Calvin Coolideg, também presidente dos EUA, iluminar a National Christmas Tree com mais de 3.000 luzes elétricas.

Fontes:

https://www.christmas-light-source.com/pages/history-of-christmas-lights#:~:text=The%20tradition%20of%20Christmas%20lights,the%20tree%20even%20more%20visible.

https://www.glight.com.br/blog/g-light-e-magia-das-luzes-de-natal/#:~:text=A%20Origem%20das%20Luzes%20de,mais%20de%203.000%20luzes%20el%C3%A9tricas.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Adolpho Lutz, Um Gigante Brasileiro


Hoje faz 169 anos que nasceu o médico e cientista Adolpho Lutz, um dos maiores nomes da ciência brasileira. Ele faleceu com quase 85 anos, em 6 de outubro de 1940. 

Dizem que seus olhos eram fixos no microscópio por dias inteiros, sem pausas. Mas que não se contentava com a vida no laboratório. Visitava as ruas. Fazia autópsias em série para tentar entender mortes misteriosas de pessoas. Arrumava tempo para pesquisar vírus e bactérias coletados pessoalmente em expedições pelo interior, até mesmo nas matas ou lagoas.

Entre o final do século 19 e início do 20, Lutz esteve diante de um período de epidemias nos centros urbanos precários e nas áreas rurais: as populações encaravam doenças como febre amarela, malária, cólera, tifo, peste bubônica e hanseníase.

No Instituto Bacteriológico em São Paulo, onde foi diretor até 1908, o cientista foi fundamental na investigação das doenças infecciosas e também para as ações de saúde pública. Ele demonstrou no Brasil a teoria de norte-americanos de que a transmissão da febre amarela era feita por mosquitos (aedes aegypti). Depois de 1908, Adolpho Lutz se transfere para o Instituto Oswaldo Cruz. 

“Lutz, por exemplo, encontra malária nas florestas, em mosquitos que se reproduziam na água de bromélias. A doença atingia trabalhadores de obras ferroviárias”, afirmou o historiador Jaime Benchimol, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em entrevista à Agência Brasil. 

Os pesquisadores explicam que a formação de Lutz na Suíça, país de origem de sua família, ajuda a compreender suas influências e feitos. Depois de nascer no Brasil, ele foi para a terra dos pais e só voltou em 1881, já como médico formado.

“Ele era muito versátil com qualificação em várias áreas da medicina experimental. Lutz tinha profundo conhecimento sobre as disciplinas biológicas e sobre o que estava despontando naquele período, que eram micróbios, parasitas, hospedeiros, tanto nos humanos como nos animais”, destaca o historiador.

Adolpho Lutz ainda enfrentou resistências de uma época que considerava que as doenças poderiam ser transmitidas, por exemplo, pelos gases da putrefação do ambiente (teoria miasmática). Os bacteriologistas derrubaram essa noção. Mas havia uma oposição da classe médica tradicional em relação às novidades que surgiam.

Foram mais de 300 trabalhos por Lutz, que desvendou doenças, apontou para evoluções da pesquisa e encaminhou formas de enfrentamentos. O cientista trabalhou até depois de ficar cego, nos últimos anos de vida. “Ele trabalhava com as incógnitas de forma incansável. Perseguia o que não se sabia. Depois que ele descobria, deixava a continuidade da pesquisa para os alunos”, afirma o pesquisador Pedro Federsoni Junior, que coordena o Museu do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. 

Outra investigação de vulto feita por Adolpho Lutz é sobre a hanseníase. O cientista chegou a visitar um leprosário famoso no Havaí e trazer os aprendizados para o Brasil.  

“Eu entendo que nós estaríamos muito atrasados se não fossem cientistas como Adolpho Lutz, Emílio Ribas, Oswaldo Cruz, Vital Brasil”, afirma Federsoni. A pesquisadora Silvana Calixto, também bióloga e museóloga do Instituto Adolfo Lutz, considera que se tratou de uma geração de cientistas arrojados, que não se contentaram em ficar atrás de um microscópio monocular da época.

“Eles iam a campo. Eles viajavam atrás dos focos da doença. Faziam análise do ambiente. Graças a eles, a febre amarela chegou a ser erradicada”, reitera a cientista que também cuida do Museu do Instituto Adolfo Lutz.

Essa geração de bacteriologistas foi responsável, por exemplo, por minimizar os danos da chegada da peste bubônica no Brasil. Ao lado de médicos como Bonilha de Toledo e Arthur Mendonça, Lutz (que era o diretor do Instituto Bacteriológico) e o amigo Vital Brazil estreitaram laços e compartilharam conhecimento.

Desde o início de 1899, havia notícia que a peste poderia chegar ao Brasil pelo Porto de Santos. Por lá,  chegavam mercadorias e também imigrantes. Assim que foi constatada a peste em outubro, Lutz foi para Santos e se juntou na trincheira contra a doença. “Esse episódio em Santos foi uma das mais importantes batalhas que travaram juntos. Foi controlada a doença a partir do diagnóstico e isolamento de pessoas contaminadas. São Paulo foi um exemplo desse controle”, diz o pesquisador Érico Vital Brazil, coordenador de divulgação científica do instituto que leva o nome de seu renomado avô.

Érico leva em conta que esses cientistas tinham comportamento heroico de ir para a frente de combate às epidemias. “(Lutz) era uma pessoa eclética, com amplitude de atenção, preocupado em formar novos médicos e grande paixão pelo estudo”.

Ações preventivas, segundo o pesquisador, diminuíram a transmissão da peste bubônica, em um dos casos raros bem sucedidos no mundo. Foram 33 mortes no país em decorrência da doença. O pesquisador explica que eles levantaram uma bandeira de um conhecimento revolucionário. “Uma geração de cientistas que relacionou contextos como a pobreza e a falta de infraestrutura com o avanço de doenças. Eram pesquisadores que colaboraram muito entre si e que foram reconhecidos em todo o mundo”, afirma o pesquisador. O número de mortes por falta de higiene foi um grave problema da época.

Segundo os pesquisadores, Lutz tinha personalidade introspectiva e um humor sarcástico. Conforme o historiador Jaime Benchimol, ele não tinha paciência para o trato político, fazer acordos, como ocorria com Emílio Ribas. “Diferente do cientista de hoje, que é especializado em determinado segmento, Lutz tinha um olhar abrangente e uma capacidade de se especializar em diferentes áreas”. De acordo com Magali Romero Sá, a filha do cientista, a bióloga Bertha Lutz (1894-1976), que ficou conhecida pela luta feminista, tinha também uma personalidade semelhante. Para Silvana Calixto, do Instituto Adolfo Lutz, inclusive, a melhor definição do cientista veio da filha Bertha: “meu pai era médico de profissão e um naturalista de coração". 

Por outro lado, Lutz era atencioso com pacientes. “Tratava os hansenianos, por exemplo, com o maior carinho. A grande preocupação dele, tanto no Havaí quanto em um leprosário no Rio de Janeiro, era tratar essas pessoas com humanidade”, diz Silvana Calixto. Lutz tinha ainda comportamento antirracista em uma época de escravidão e também pós-abolição. De acordo com o pesquisador Pedro Federsoni Junior, Lutz, quando era chamado para atender pessoas escravizadas, exigia que os pacientes estivessem em camas com cobertas. “Outro fato relevante é que, em 1935, Adolpho Lutz foi receber um prêmio nos Estados Unidos e descobriu que se tratava de um evento com atitudes racistas. Ele foi acompanhado pelo assistente, Joaquim Venâncio, que era negro, a quem não foi permitido o ingresso. Lutz falou que só ficaria se o amigo e parceiro de trabalho permanecesse”. 

Essa parceria foi firme até o final da vida. Venâncio levava Lutz, sem visão, até a lagoa para buscar animais, principalmente anfíbios, para pesquisa e descrevia para o cientista os aspectos dos bichos. Ouviam o coaxar dos sapos e avaliavam juntos se aquela espécie serviria. O legado de uma vida incansável  e longeva foi e deve ser, segundo os pesquisadores, motivo de inspiração para os cientistas que vieram depois. Foi assim que os olhos do cientista nunca se fecharam. 

Fonte:

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-12/adolpho-lutz-enfrentou-epidemias-de-forma-incansavel

domingo, 15 de dezembro de 2024

Os Números Da Mega-Sena Que Mais Saíram Nos Últimos 50 Sorteios


No próximo dia 31 a mega-sena da virada dará um prêmio de 600 milhões de reais ao acertador das 6 dezenas. Pra ajudar na escolha da combinação, listamos abaixo os números que mais saíram nos últimos 50 sorteios.

Segue as dezenas com a quantidade de vezes em que foram sorteadas ao lado:

1 - 8x
3 - 8x
14 - 8x
33 - 11x
34 - 8x
38 - 9x
50 - 9x
57 - 8x
59 - 8x

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Os Números Da Lotofácil Que Mais Saíram Nos Últimos 25 Sorteios


Embora a mega-sena seja a loteria que paga os maiores prêmios no Brasil, a lotofácil dá uma possibilidade 15 vezes maior de acertar o prêmio máximo. Com base nesta informação, resolvemos listar os números que mais saíram nos últimos 25 sorteios da mesma.

Abaixo segue a lista dos números, e ao lado de cada um, a quantidade de vezes em que o mesmo foi sorteado.

1 - 15x
3 - 17x
6 - 18x
7 - 15x
8 - 17x
10 - 21x
11 - 16x
12 - 15x
14 - 17x
16 - 18x
19 - 16x
20 - 15x
21 - 16x
23 - 15x
25 - 17x

domingo, 8 de dezembro de 2024

Um Comparativo Entre Estados Unidos E União Soviética


Em 08 de dezembro de 1991, Rússia, Ucrânia e Bielorrússia assinaram a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Por conta desta data, resolvemos fazer um resumo do que foi a disputa entre estadosunidenses e soviéticos.

Os Estados Unidos e a União Soviética foram aliados na luta contra a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Após a vitória sobre os alemães, os antigos aliados se transformaram em adversários. Assim, com o término da Segunda Guerra Mundial, em 1945, tinha início a Guerra Fria.

Os dois países jamais se enfrentaram num conflito militar direto, jamais se enfrentaram numa "Guerra Quente". Daí o conflito entre as duas superpotências ter recebido o nome de "Guerra Fria". Apesar de toda a hostilidade que havia entre as duas superpotências, os dois lados sabiam que uma guerra total, isto é uma guerra em que cada potência utilizasse todos os seus recursos, seria uma guerra sem vencedores e uma ameaça à própria continuidade da espécie humana no planeta. Afinal, o monopólio norte-americano da bomba atômica não durou muito tempo. Em agosto de 1949, a União Soviética detonou sua primeira bomba atômica.

Uma das principais características da Guerra Fria foi transferir os conflitos militares para áreas periféricas do mundo. Ou seja, norte-americanos e soviéticos se envolveram em guerras localizadas em outras partes do mundo como África, Ásia e América Latina. Exemplos dessas guerras foram a intervenção norte-americana no Vietnã, durante as décadas de 1960 e 1970, a intervenção soviética no Afeganistão, final dos anos 1970 a meados dos anos 1980 e o envolvimento direto ou indireto dessas superpotências em praticamente todas as guerras no Oriente Médio, especialmente a luta entre palestinos, apoiados pela União Soviética, e israelenses, apoiados pelos norte-americanos.

A rivalidade entre as duas superpotências tinha origem na incompatibilidade entre as ideologias defendidas por cada lado. Cada superpotência tinha um sistema político e organizava sua economia de modo diferente da outra. Enquanto os Estados Unidos defendiam o capitalismo, a democracia, princípios como a defesa da propriedade privada e a livre iniciativa, a União Soviética defendia o socialismo e princípios como o fim da grande propriedade privada, a igualdade econômica (uma sociedade sem ricos e pobres) e um Estado forte capaz de garantir as necessidades básicas de todos os cidadãos.

A disputa tecnológica entre os Estados Unidos e a União Soviética incluía a corrida espacial, que era também uma demonstração de poder: a potência que desenvolvesse uma tecnologia capaz de enviar um homem ao espaço também seria capaz de desenvolver mísseis nucleares controlados à distância. Os feitos de cada superpotência eram explorados pela propaganda de cada governo. Afinal, cada lado queria provar que seu sistema (capitalismo, no caso dos Estados Unidos, socialismo, no caso da União Soviética, era o melhor). Tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética utilizaram, no início de seus programas espaciais, engenheiros alemães que trabalharam no desenvolvimento dos foguetes.

No início, quem tomou a dianteira na corrida espacial foi a União Soviética, que em 1957 lançou o primeiro satélite artificial, o Sputnik, e, no mesmo ano, a enviou o primeiro ser vivo ao espaço, a cadelinha Laika. Também foi da União Soviética o feito de enviar o primeiro ser humano a viajar pelo espaço, o ucraniano Yuri Gagarin (na época, a Ucrânia era uma das repúblicas que compunham a União Soviética), no dia 12 de abril de 1961.

O programa espacial norte-americano acabou superando o soviético: no dia 20 de julho de 1969, o astronauta norte-americano Neil Armstrong tornava-se o primeiro homem a pisar na Lua. Uma curiosidade: enquanto os norte-americanos chamavam os tripulantes de suas espaçonaves de astronautas, os soviéticos chamavam os tripulantes de suas espaçonaves de cosmonautas.

As disputas entre as superpotências aconteciam em diversas áreas. Nos esportes, por exemplo. Enquanto existiu, a União Soviética disputou 9 olimpíadas e venceu 6. Conquistou 395 medalhas de ouro e 1.010 no quadro geral, enquanto que no mesmo período o seu rival conquistou 373 de ouro e 874 no geral.

Outras diferenças:

Ao contrário dos Estados Unidos, o sistema de saúde unificado na União Soviética era público e gratuito. As pessoas simplesmente iam à Policlínica do bairro e eram atendidas. O serviço começou a declinar nos anos 80: faltavam material e suprimentos, mas nunca profissionais de saúde. Em 1985, a União Soviética tinha quatro vezes mais médicos per capita do que os Estados Unidos. 

Na década de 1980, os dois primeiros níveis de ensino eram compulsórios: o aluno começava na pré-escola, até os 7 anos, e depois ia para a secundária, até os 17. Aos 15, os alunos faziam um provão que determinava se continuariam na escola geral (dando acesso ao ensino superior depois de um segundo “vestibular” aos 17) ou se iriam para o ensino técnico. A educação era gratuita em todos os níveis, enquanto que no país norte-americano, apenas nos ensinos fundamental e médio não havia cobrança.

Em 1989, a União Soviética aparecia na primeira posição entre os países com menor desigualdade social, com 0,275 de índice. Já os americanos tinham o índice de 0,382.

Por sua vez, os Estados Unidos tinham em 1990 a 19ª posição entre os melhores índices de desenvolvimento humano. Os soviéticos apareciam na 26ª posição. Neste mesmo ano os norte-americanos também tinham o maior PIB do mundo, e a União soviética vinha logo atrás, na segunda posição.

Referências:

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/guerra-fria-2-o-que-estava-em-jogo-no-conflito-entre-eua-e-urss.htm
https://en.wikipedia.org/wiki/Soviet_Union
https://fred.stlouisfed.org/data/SIPOVGINIUSA
https://hdr.undp.org/system/files/documents/hdr1990escompletonostats.pdf
http://rededoesporte.gov.br/pt-br/megaeventos/olimpiadas/as-edicoes
https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-era-a-vida-na-uniao-sovietica#google_vignette
https://www.census.gov/programs-surveys/popest.html
https://www.theodora.com/wfb/1990/rankings/gdp_million_1.html

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Os Roubos E As Matanças Dos Grandes Colonizadores


O desenvolvimento da expansão marítima europeia que se deu a partir do século XV permitiu que diversas partes do mundo passassem a se relacionar de forma mais constante, em um processo que para muitos estudiosos se caracterizou como um primeiro estágio da globalização, tão evidente nos dias atuais. As relações comerciais se ampliaram, as civilizações se confrontaram e as trocas culturais ficaram ainda mais intensas. 

Embora tais inter-relações tenham se fortalecido em boa parte do cenário mundial, elas ocorreram destacadamente em favorecimento dos conquistadores europeus. Portugal e Espanha, pioneiros nessa aventura marítima, ampliaram suas áreas de influência por diversas regiões do além-mar. Os continentes africano e asiático, já conhecidos pelos europeus, tiveram suas riquezas ainda mais exploradas, abrindo-se novas rotas comerciais que ligavam seus mercados à Europa ocidental.

Entretanto, foi na América que a ação colonizadora europeia certamente mais se consolidou. A chegada da frota de Cristóvão Colombo à América Central representou apenas o marco inicial da dominação do novo continente pelos europeus. A partir de então, iniciava-se um violento processo de colonização, que levou à exploração e aculturação da população ameríndia.

Estima-se que no início do século XVI a população americana aproximava-se de 50 milhões de pessoas, as quais eram divididas em inúmeros povos que falavam cerca de 2500 idiomas distintos. Só no Brasil, existiam cerca de cinco milhões de indígenas quando os portugueses aqui chegaram.  Com a chegada da primeira leva  de europeus, logo no primeiro século, a população indígena foi reduzida a quatro milhões. As doenças trazidas pelos europeus, a fome, a superioridade militar do colonizador e o trabalho forçado foram os principais fatores para tal genocídio.  

Atualmente, no Brasil,  são cerca de 450 mil indígenas distribuídos por todo o território brasileiro. Ou seja, de cinco milhões, no século 16, temos hoje apenas 450 mil pessoas indígenas, conforme a Funai.

O sistema de exploração utilizado estava inserido na política mercantilista então adotada pelas potências absolutistas europeias. Através do “pacto colonial”, ficavam estabelecidas as condições que proporcionavam às metrópoles a “exclusividade” sobre os negócios coloniais. Por mais que os colonos frequentemente corrompessem o monopólio metropolitano (através do contrabando), boa parte da produção colonial tinha como destino os cofres europeus, o que possibilitou o enriquecimento do Velho Mundo em prejuízo do continente americano.

Os colonos que chegaram com Martim Afonso de Souza, trouxeram as primeiras mudas de cana-de-açúcar que foram plantadas em 1553 na capitania de São Vicente. Em pouco tempo o açúcar passou a ser a mais importante atividade comercial da colônia, superando a extração de pau-brasil. Mas o início da produção da especiaria pelos holandeses em suas colônias nas Antilhas fez o preço do produto brasileiro ter uma queda de 50% nos mercados internacionais, fazendo com que o governo português passasse a incentivar mais veementemente a busca por ouro, encontrado apenas no final do século XVII por bandeirantes paulistas em Minas Gerais.

Nos primeiros 70 anos do século XVIII o Brasil produziu mais ouro do que toda a América espanhola em 357 anos. Essa produção correspondeu a 50% de todo o ouro mundial entre os séculos XV e XVIII. Mas grande quantidade desse minério transferiu-se para a Inglaterra, com quem Portugal tinha grande dívida e grandes negócios, além de comprar dos ingleses toda a tecnologia de que precisava, perdendo assim a oportunidade de se desenvolver.

Portugal foi também o país que mais traficou pessoas da África para as Américas. Escravizou os povos das ex-colônias e manteve um intenso e massivo tráfico de escravos, primeiro para o Brasil e, posteriormente, para o sul dos Estados Unidos e Cuba. Entre 1501 e 1875, o tráfico português de escravos para o Brasil atingiu 5.848.266 pessoas, um número superior ao tráfico promovido pela Espanha (1.061.524), Grã-Bretanha (3.259.441) e Holanda juntos (554.336).


Continente Africano

Mesmo que os continentes africano e europeu já realizassem trocas das mais diversas, foi apenas com o início das navegações e do interesse econômico europeu no desenvolvimento de impérios coloniais que a colonização do território africano entrou em cena. Essa colonização acabou fortalecendo a visão de que a Civilização Ocidental seria um marco de superioridade no mundo, em oposição às outras “raças”. Com isso, acabou-se gerando o silenciamento e apagamento histórico de várias partes do mundo, especialmente da África. 

Uma das principais ações coloniais da Europa no continente africano foi o que se convencionou chamar de a "partilha da África". Essa partilha ignorou as delimitações territoriais dos espaços políticos pré-coloniais existentes na África. A ação foi fruto da Conferência de Berlim, que ocorreu entre 1884 e 1885, sendo conduzida pelo antigo chanceler alemão Otto Von Bismarck (1815-1898). Ao fim da conferência e com os seus desdobramentos, países como a Inglaterra, França, Portugal, Itália, Alemanha, Espanha e Bélgica haviam dividido entre si o continente africano, em territórios coloniais sobre a sua hegemonia.

A divisão que, apesar de aceita pelas potências da época, gerou revoltas e as mais diversas resistências por parte dos povos africanos que não aceitavam ficar sobre o jugo e poderio europeu. E foi a partir daí que a Alemanha se estabeleceu como poder colonial na África. E como a história tem revelado, uma das principais formas de imposição da ordem europeia no continente, se deu por meio do uso da força.

Em 1904, na região da Namíbia (terra povoada até então por duas grandes etnias: os Herero e os Nama), os alemães residentes usaram da força na tentativa de controlar o que supostamente seria uma revolta. Autorizados pela metrópole, foi dado início ao massacre que durou quatro anos e matou ao menos 80% dos hereros e cerca de 10% dos manas – totalizando cerca de 100 mil pessoas mortas. O fato resultou num dos primeiros genocídios do século XX.

Além das mortes, as terras que pertenciam aos namas e os hereros foram tomadas por colonos alemães, que até hoje possuem o controle sobre elas e aqueles capturados, mas não mortos, foram destinados a uma das primeiras experiências com campos de concentração do século XX e subjugados ao trabalho escravo. O genocídio em Ruanda, por sua vez, ocorreu 90 anos após os acontecimentos na Namíbia e terminou com a morte de cerca de 800 mil pessoas.

Em 1919, com o fim da Primeira Guerra Mundial, enquanto a Alemanha perdia o controle sobre as suas colônias africanas, países como a Bélgica passaram a obter o controle de mais territórios no continente. Desta forma, Ruanda passou a ser de domínio belga. E assim como a Alemanha, a Bélgica usou da força para controlar o seu novo território. Sua principal estratégia de dominação foi colocar as duas principais etnias do território em uma constante disputa: os Hutus e Tutsis. Mesmo após a independência de Ruanda da antiga colônia, a disputa continuou a se perpetuar dentro do território até abril de 1994.

Quando se fala desses dois genocídios, em se tratando da comunidade internacional, pode-se afirmar que essa nada fez para impedir que eles ocorressem; as práticas coloniais, que inclusive incentivam o uso da força dos europeus contra os africanos, eram em muito defendidas, e as disputas entre as etnias africanas, como os Hutus e Tutsis, por mais que estivessem sendo incentivadas por interesses externos, eram vistas por essa comunidade como uma disputa entre povos inferiores e não civilizados.

A responsabilidade por esses genocídios é daqueles que mais se beneficiaram dessas mortes: os países colonialistas europeus. E é justamente por conta dessa disputa de interesses que, em termos gerais, relembramos que a descolonização da África não foi fruto da bondade europeia, mas sim de lutas empreendidas pelos povos africanos contra o poder colonial.

Ainda hoje o continente africano tem enfrentado diversos desafios em torno do desenvolvimento dos seus Estados e povos. É necessário relembrar que não se pode falar das lutas por liberdade do século XX sem mencionar as dos países africanos contra as suas antigas colônias europeias e, consequentemente, contra os regimes de segregação que existiam dentro do continente, como no caso da luta contra o apartheid na África do Sul.


Ásia

Na Ásia o Imperialismo  ocorreu ao longo do século XIX quando potências europeias, o Japão e os Estados Unidos deram início às ocupações. A expansão para a Ásia se deveu a fatores econômicos como a garantia de matérias-primas para as indústrias, mercado para os produtos e ideológicos como "civilizar" estes povos. 

A ocupação das Índias, nome genérico para as terras "descobertas", começou durante a chamada Revolução Comercial ocorrida entre os séculos XV e XVII. Desta maneira, estavam garantidos produtos como as especiarias, porcelanas e toda gama de mercadorias que não se encontravam na Europa.

Os portugueses foram os primeiros europeus autorizados a constituir portos em certas regiões da Índia, China e Japão. No entanto, com a Revolução Industrial, o cenário econômico europeu mudou. Com o surgimento das fábricas, se produzia mais e se necessitava mais matérias-primas. Ao mesmo tempo, era preciso menos mão de obra e o desemprego aumentou.

Dessa maneira, nações industrializadas como França e Inglaterra serão as novas protagonistas da conquista imperialista aos países asiáticos. Nesse contexto, Inglaterra, França e Holanda foram ocupando territórios na África e na Ásia. Mais tarde, o Império Alemão também se lançaria à conquista de regiões por estes continentes.

Igualmente, o Japão aproveita para invadir a península coreana e parte da China. Os Estados Unidos começarão a ocupar ilhas do Pacífico e o símbolo desta conquista será o Havaí. A Índia foi ocupada gradativamente por ingleses e franceses a partir do século XVIII. No entanto, os franceses tiveram que renunciar e conquistar mais territórios nesta região após a Guerra dos Sete Anos.

Assim, as zonas pertencentes à Grã-Bretanha ficaram sob a administração da Companhia das Índias Orientais, enquanto outras eram gestionadas sob regime de protetorado. Isto significava que muitos dos governadores locais, os marajás, mantiveram seu poder, mas a atividade agrícola passou a ser do cultivo de algodão e juta, destinadas às fábricas inglesas. Como consequência, os alimentos escassearam e houve fome no campo. Esta situação, aliada às crescentes medidas discriminatórias impostas pelas autoridades britânicas, levaram a sublevações como a Revolta dos Cipaios, ocorrida em 1857.

Os indianos foram derrotados dois anos depois e, entre as consequências da revolta, esteve o endurecimento do poderio inglês. A Companhia das Índias Orientais é dissolvida e a Índia é incorporada oficialmente ao Império Britânico, através da coroação da Rainha Vitória como Imperatriz da Índia, em 1876.

As imposições inglesas à China foram devastadoras. O governo chinês dificultou as transações comerciais de chá pleiteadas pela Grã-Bretanha, que encontrou no ópio a solução para a obter mais lucro. A substância, por seus efeitos devastadores, era proibida na Grã-Bretanha, mas foi vendida à população chinesa. Em pouco tempo, as pessoas se tornaram dependentes e o governo chinês fez um apelo aos britânicos que não o comercializassem mais. Tudo isso foi em vão. Como reação, os chineses queimaram em 1839 ao menos 20 mil caixas de ópio, no porto de Cantão. Em seguida, resolveram fechá-lo aos britânicos que tomaram esta atitude como uma agressão e declararam guerra ao país.

O episódio ficou conhecido como Guerra do Ópio e teve efeitos catastróficos para os chineses, obrigados a assinar, em 1842, o Tratado de Nanquim. O tratado determinava a abertura de cinco portos chineses para os ingleses e a transferência de Hong Kong para a Grã-Bretanha. O Tratado de Naquim foi o primeiro da série de "tratados desiguais" onde o Reino Unido tinha muito mais vantagens comerciais que a China. A França e os Estados Unidos aproveitaram a fragilidade da China para assinarem tratados comerciais com este país.

O golpe maior, porém, ocorreu em 1851, na Revolta de Taiping (1851-1864), motivada por questões religiosas, pela insatisfação dos camponeses com o governo imperial e com a invasão estrangeira. Os americanos e britânicos apoiaram militarmente o Imperador a fim de garantir futuras vantagens. Calcula-se que o conflito tenha deixado 20 milhões de mortos entre feridos de guerra, fome e doenças. A dinastia reinante jamais recuperou o prestígio após o conflito civil e ainda teve que conceder mais benefícios comerciais às potências europeias.

Em 1864, derrotados, os chineses viram seu território ser retalhado entre Alemanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Japão e Rússia. Nova derrota ocorreu após a Guerra dos Boxers, um movimento nacionalista chinês. Dessa vez, a China foi obrigada a aceitar a política de portas abertas, onde era obrigada a abrir todos os portos à comercialização de produtos estrangeiros.


Oceania

Último continente a ser encontrado pelos europeus e chamada de Novíssimo Mundo, a Oceania teve a primeira onda massiva de emigrados por volta de 6000 a.C. com a chegada dos austronésios oriundos de Taiwan. Eles se propagaram pelas Filipinas e Índias Orientais, até chegarem à Nova Guiné.

Já no período moderno, os britânicos anexaram a Austrália aos seus domínios em 1770, quando habitavam cerca de 300 mil nativos subdivididos em cerca de 600 tribos, as quais encontravam-se num estágio cultural muito primitivo, fato que facilitou a dominação pelos ingleses.

No século XVIII a ocupação foi feita por prisioneiros e exilados, bem como pelo estabelecimento de um número reduzido de colonos. Eles se dedicaram ao desenvolvimento da pecuária, uma das principais atividades até hoje. Além da pecuária (sobretudo a ovina) desenvolvera-se uma produção de trigo com sucesso.

Como resultado deste domínio, a população indígena decai. Os britânicos impõem sua cultura e seus modos de vida, fazendo com que os nativos se tornem a minoria no continente.

Fonte:

https://tematica21.blogspot.com/2023/02/riqueza-sobre-sangue-os-roubos-e-as.html